terça-feira, 28 de abril de 2015

Caso Barroso (1976) inspirou o filme Área Q

O pai de Francisco Barroso disse ter sido abduzido em Quixadá (CE). Caso foi estudado por ufólogos e serviu de base para filme Área Q (2011), rodado na cidade de Quixadá e municípios vizinhos.

(Foto: Francisco Barroso, filho do agricultor Luis Barroso - Fonte: Site Revista Ufo) 

O comerciante relatou em entrevista para Revista UFO, que o pai, morto há 22 anos, ensinou a ele e aos irmãos como se defender e evitar que fossem levados por Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). "Para você se livrar, só se for com um pé de árvore. Você tem que ir para debaixo porque, com a árvore, o aparelho deles (dos ETs) perde o contato", explica.
Barroso disse que o pai ficou com a pele avermelhada e com retardo mental depois de ser levado por um UFO. O agricultor Luis Fernandes Barroso, segundo o filho, teve um contato bem próximo com os extraterrestres na década de 1970. "Uma vez por semana, ele ia para a fazenda olhar o rebanho e gostava de sair de madrugada, por volta de 02h00 da manhã. Um dia, quando voltava de carroça, ele disse que teve contato com algo que parecia um avião, mas que desceu, ficou perto dele e jogou uma luz muito forte, quase de cegar", disse. "Não só acredito, como já vi", afirmou Barroso sobre a crença em aparições de OVNIs na cidade de Quixadá.

EFEITOS DA SUPOSTA ABDUÇÃO

Após o contato, o comerciante afirmou ter visto mudanças físicas e psicológicas no pai, que apareceu com a pele vermelha "como se estivesse queimada" e um retardo mental depois do suposto contato com extraterrestres, fazendo com que os filhos se tornassem responsáveis pelos negócios da família. O caso chamou a atenção de ufólogos de vários países, como Portugal, Itália e Espanha, que visitaram a fazenda para estudar os sintomas e os relatos de Barroso. "Meu pai passou também por muitos hospitais de Fortaleza e disseram que a mente dele estava como se fosse de uma criança", contou Francisco Leonardo. O pai dele morreu na fazenda no ano de 1993 e, segundo o filho, o aspecto da pele não correspondia com a idade. "Era como se ele tivesse ficado mais novo", afirmou. 

A situação quase foi vivida também pelo filho de Barroso, quando este fazia o mesmo trajeto do pai a caminho da fazenda. "Estava de moto e vi um objeto que emitiu uma luz bem forte. Desviei o olhar para não cegar com aquela luz e desacelerei. Lembrei dos conselhos de meu pai: 'Não se amedronte e não fique nervoso'", contou. Depois disso, as aparições ficaram comuns na vida do comerciante, que afirmou não haver problema "depois que você se acostuma".

"Não guardo mágoas dos extraterrestres porque aconteceram outros casos iguais aos do meu pai. É um imprevisto, pode acontecer comigo, com você ou com qualquer um", disse. "Meu pai foi um dos primeiros que passou por isso. Ver essa história no filme (Área Q) é de se admirar porque ele realmente entrou para a história", afirmou.

CASO INSOLÚVEL

O ufólogo cearense Reginaldo de Athayde [Coeditor da Revista UFO] acompanhou o Caso Barroso desde o momento em que agricultor teria sido abduzido até a sua morte. "Durante 17 anos, eu e outros pesquisadores íamos uma vez por mês a Quixadá para visitar Barroso", disse. O contato pessoal foi documentado no livro ETs, Santos e Demônios na Terra do Sol [Biblioteca UFO, 2000], no qual Athayde relata também outros casos envolvendo contatos extraterrestres em municípios do interior do Ceará.

O ufólogo também contou em entrevista ao G1 que houve tentativas de prosseguir na investigação do caso após a morte de Barroso, mas os filhos do agricultor não concordaram com a autópsia no corpo do pai. "Acreditamos que esse caso nunca seja solucionado, pois fizemos o que podíamos nos 17 anos de acompanhamento", afirmou.

(Foto: Senhor Barroso  - Fonte: Site Revista Ufo)


O Caso Barroso, ocorrido no dia 03 de abril de 1976 em Quixadá, mostra a face terrível que pode se esconder por trás de um caso ufológico. Após um encontro com um UFO que lhe jogou um tipo de raio, o protagonista Luis Barroso Fernandes apresentou uma estranha regressão mental, ao mesmo tempo em que sua pele rejuvenescia gradativamente. Ao final da vida, pronunciava apenas três palavras: "mamãe", "dá" e "medo". Após ser investigado e consultado por mais de uma dezena de especialistas em várias áreas da medicina, seu caso permaneceu um mistério e serve de alerta para os riscos que podem se esconder em um simples contato ufológico.


Matéria da Revista UFO feita em 2012.

Alguns Filmes Gravados em Quixadá



A Morte comanda o Cangaço (1960) – foi o primeiro filme a levar asimagens de Quixadá ao mundo. O filme se situa em 1929, época na qual o nordeste de nosso país era dominado pelos típicos cangaceiros.

O Cangaceiro Trapalhão (1983) – Gravado em Juatama, distrito de Quixadá. No elenco "Os Trapalhões" (Didi, Dedé Santana, Mussum e Zacarias), Regina Duarte e Tânia Alves. Luzia Homem (1984) – O filme conta a história de uma menina que presencia o assassinato de seus pais.

O Quinze (2004) – Gravado em Daniel de Queiroz, distrito de Quixadá. Retrata o sofrimento nordestino na grande seca que atingiu o Sertão Central do Ceará em 1915. Baseado no livro O Quinze, da escritora cearense Rachel de Queiroz.

Siri-ará (2008)  Em companhia de uma velha e misteriosa índia, Cioran (Adilson Maghá) vaga pelo sertão em busca de sua própria história.

O Auto da Camisinha (2009) – Tem como um dos atores principais Chico Anysio. O filme tem uma importante mensagem de cidadania ao tratar de assuntos como a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Também gravado na Juatama - Quixadá.

Área Q (2011) – Tem a participação dos globais Tânia Kalil e Murilo Rosa. Foi a primeira coprodução cearense Brasil - Estados Unidos, abordando uma misteriosa história sobre ufologia.

Homens com cheiro de flor (2011) – Retrata a história de matadores de aluguel.

A lenda do Gato Preto (Julho de 2015) – Dirigido pelo quixadaense Clébio Ribeiro é um longa-metragem com orçamento total estimado em R$1,5 milhão. Utilizando pontos turísticos da cidade como o Açude do Eurípides e o histórico Açude do Cedro.

Gruta de São Francisco

Além do Santuário, dedicado aos devotos Marianos, outro ponto turístico religioso de Quixadá é Gruta de São Francisco, como é mais conhecido o parque religioso situado a 7 km do Centro de Quixadá, na CE 265, no sentido de Ibicuitinga e Morada Nova. Inaugurado em dezembro de 2008 pelo padre gaúcho Rosalino Vanzin, a época na Paróquia de São Francisco de Assis, o recanto rochoso, muito peculiar na região, foi transformado num santuário ecológico, dedicado a freguesia Franciscana.

Além dos paroquianos, pouca gente conhece e visita o lugar. A maioria observa apenas da rodovia, quando estão de passagem.

(Foto da Gruta de São Francisco - Fonte: Internet)

Pedra da Galinha Choca

A Pedra da Galinha Choca é um inselberg constituído de dioritos e granitos, que são rochas ígneas ou plutônicas, ou seja, formadas a partir do resfriamento do magma. A Pedra da galinha Choca está num terreno cristalino, ou seja, formado por rochas antigas e resistentes que surgiram anteriormente à era Cambriana, que com a erosão das chuvas afloraram acima da superfície.

(Foto da Pedra da Galinha Choca - Fonte: Internet) 

CURIOSIDADES

• Segundo alguns populares, há uma lenda de origem indígena, que conta que a Galinha Choca nem sempre esteve no local onde hoje se encontra. Ela seria, na verdade, uma pedra “mãe” e todas as outras pedras da região descenderiam dela, pois seriam suas filhas.
• A Pedra da Galinha Choca são na verdade 3 pedras próximas que juntas formam imagem que costumamos ver ao longe.
• Há um trilha de nível médio de dificuldade, que leva a pedra central da Galinha Choca.
• É possível subir no rabo e na cabeça da Galinha Choca escalando e descer fazendo rapel.
• No filme O Cangaceiro Trapalhão, os Trapalhões Didi, Dedé Santana, Mussum e Zacarias subiram até a cabeça da Pedra da Galinha Choca. (Na ocasião foram levados de helicóptero até ela). Na cena eles pulavam na cabeça da pedra e esta colocava ovos de ouro.

Açude do Cedro

O Açude do Cedro foi construído, funcionando como marco para as obras de combate as secas. Os trabalhos de elaboração do projeto para a construção do Açude se iniciaram em 1880, mas a construção efetiva se deu a partir de 1884.

Foi projetado e construído pela Comissão de Açudes e Irrigação. Seu atual proprietário é o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), órgão federal que substituiu a Comissão de Açudes e Irrigação.

(Foto do Açude Cedro - Fonte: Internet)

Durante os 22 anos de sua construção, que se iniciou em 1884 e só findou em 1906, a responsabilidade pelas obras deste reservatório esteve a cargo da extinta Comissão de Açudes e Irrigações de Quixadá, hoje conhecida como DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas.

A comissão de Açudes conheceu quatro fases:
1ª Comissão – Engenheiro-Chefe Jules Jean Revy;
2ª Comissão – Engenheiro-Chefe Ulrico Mursa;
3ª Comissão – Engenheiro-Chefe José Bento da Cunha Figueiredo;
4ª Comissão – Engenheiro-Chefe Bernard Piquet Carneiro.

Em 1880, Revy se dedicou a planejar o Açude e realizar trabalhos preliminares, como medições, desenhos, etc. De 1886 a 1888 as obras, apenas iniciadas, foram suspensas. O material era (inicialmente) transportado em lombo de animais e carros de boi, devido à ausência de estradas adequadas, num processo complicado.
Com a Proclamação da República e 15 de novembro de 1889, o engenheiro Revy foi substituído por Ulrico Mursa, que foi o responsável pela construção de alguns edifícios (oficinas, almoxarifado), linha férrea, e deu inicio ao levantamento da parede. A construção da Barragem Norte foi iniciada e 1891.
Em 1895 a chefia da Comissão passa para as mãos de José Bento da Cunha Figueiredo, que concluiu a construção das barragens.
Em 1900, Piquet Carneiro assume a Comissão, fazendo os acabamentos da Barragem Principal do Açude. Alem do embelezamento da Barragem, Piquet Carneiro executou obras complementares, como os canais de irrigações, comportas, etc.

Durante o seu projeto e construção ocorreram fatos que valem ser ressaltados, como as secas dos anos de 1888/89, 1891, 1898, 1900 e 1902, o que tornou o açude uma obra considerada de emergência. Outros fatos ocorreram após a sua construção que merecem ser citados, como:
em 1924 - sangrou pela primeira vez;
em 1925 - houve uma outra sangria;
em 1930/32 - durante este período o açude secou completamente;
em 1974/75 - aproximadamente 50 anos depois, houve novas sangrias.
As ultimas sangrias ocorreram em 1986 e 1989.


O Açude possui cinco barragens: a 1ª é a Central (de forma circular e alvenaria ciclópica - pedra); a 2ª é a Austral (Sul – de terra com revestimento de pedra e cimento); a 3ª é a Boreal (Norte – Cedro Velho – de terra com revestimento de pedra e cimento); a 4ª é a Forges (na parte meridional do açude, sendo toda de terra, com apenas 2m); e a 5ª e última é a Barragem Vertedoura (Sangradouro)

(Foto da parede Açude Cedro - Fonte: Internet)

As ombreiras e a fundação da barragem do Cedro são constituídas por uma rocha magmática sienítica.
Na ocasião do projeto da barragem, em virtude da falta de dados na região, não foi possível a realização de um estudo hidrológico adequado da bacia do Cedro, o que ocasionou um superdimensionamento do mesmo em relação à sua bacia hidrográfica.
Vale salientar a importância desta obra para a região, pelo pioneirismo e dificuldades que tiveram de ser vencidas. A cuidadosa lavra da cantaria do sienito local, observada na minudência do projeto, transformou, na época, a barragem principal numa obra de arte arquitetônica, ressaltada pelo seu desenvolvimento curvo e pelos pilaretes e correntes metálicas do seu coroamento.
A barragem do Cedro integrou-se com o pequeno vale fértil onde se implantou e com a serrania que o contorna, dela sobressaindo a "Pedra da Galinha Choca". Esse conjunto paisagístico, com a presença do açude, logo se constituiu em centro turístico, sendo instituído como monumento artístico e histórico nacional.
Os canais de irrigação foram inicialmente projetados para atender cerca de 1.000 ha. Efetivamente, porém, a área irrigada nunca excedeu a 500 ha, entre outros motivos, pelo desperdício de água nas regas.

            Recentemente a Barragem do Cedro e mais cinco bens culturais foram incluídos na indicação brasileira para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural Mundial.




CURIOSIDADE SOBRE A PEDRA FALADEIRA

(Foto da Pedra Faladeira - Fonte: Internet)

A Pedra Faladeira fica bem próxima à barragem do Cedro, possui 100 metros de altura e ganhou este nome por produzir muito eco.

Diz a lenda, que enquanto celebrava a missa de inauguração da parede principal, próximo a pedra, o padre ouvia um eco sempre que falava. Achando se tratar de alguém imitando-o o padre ameaçou parar a missa. Foi então que uma das pessoas presentes gritou:
- Padre, é a pedra. Essa pedra é faladeira!

Verdade ou não, a pedra mantem esse nome e hoje é um local onde se pode praticar escalada e rapel.

Praça José Linhares da Páscoa

Antiga praça Dr. Revy. Limitando-se: ao sul, com a Rua Epitácio Pessoa; ao norte com a Catedral; ao leste com o colégio Estadual Vigílio Távora, ao oeste, com a rua Francisco Enéas de Lima.

José Linhares da Páscoa, conhecido como Zé da Páscoa, foi prefeito do município cearense de Quixadá de 1967 a 1971. Zé da Páscoa foi o primeiro prefeito de esquerda do município, eleito na lendária campanha do "tostão contra o milhão". Seu concorrente, considerado representante das elites, representava o milhão. Já Zé da Páscoa era o tostão, por contar com recurso escasso.

Eleito prefeito, ele, além de realizar obras importantes - como a construção do hospital municipal e da pavimentação da rua Central do Campo Novo -, também ficou marcado pela austeridade e honestidade.

Poucos conhecem a praça pelo seu nome original, para quixadaenses e visitantes a praça é conhecida como Praça da Catedral, devido a sua localização sem próxima a Catedral de Quixadá. 

(Foto do Busto do ex-prefeito José Linhares da Páscoa
na praça que recebe seu nome - Fonte: Internet)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Juvenal Pipoqueiro - o “Rei dos Baixinhos” da Terra dos Monólitos


"Vou criar os meninos trabalhando nele, vendendo pipocas."

Todos nós, carregamos belas lembranças de nossa infância e, que nos acompanham por toda a vida. O cheiro de pipocas, vendidas em um carrinho nos trás a lembrança de uma figura que marcou a infância de muitos quixadaenses: "Juvenal Pipoqueiro".

Foi no Quixadá calmo, bonito, cheio de paz, todo mundo conhecendo todo mundo, na virada dos anos 50 para 60 do século passado, um senhor, vendendo pipocas em um carrinho, com um jeito todo especial ao lidar com crianças se tornaria uma das pessoas mais queridas e um verdadeiro “Rei dos Baixinhos” da Terra dos monólitos, daqueles anos. Ele era considerado pelos que trabalharam no ramo e ainda hoje estão em atividade, como "O pai dos pipoqueiros", como bem atesta Chico Pinto que conviveu bastante com Juvenal.

O início da atividade se deu pelo fato do comércio que mantinha no mercado não estava mais rendendo o necessário para o sustento da família. Juvenal mantinha um ponto no velho mercado e conviveu com Paraibano, Válter, Amadeu, Luquinha, Adélia. Nos contou o seu filho Milton Barbosa (proprietário de uma banca de revistas) na praça José de Barros, que um dia, um senhor ofereceu um carrinho de pipoca a seu pai, alegando não ter condições de mantê-lo. Aí seu pai adquiriu. Seu Juvenal dizem, ficou muito tempo olhando aquele carrinho e, certamente, foi paixão à primeira vista. "Vou criar os meninos trabalhando nele, vendendo pipocas". E ali começaria uma atividade que mudaria a sua vida. Em pouco tempo, virou uma marca da cidade. Com um jeito peculiar no trato com as crianças, se tornaria um ídolo e a sua simples presença, as alegrava. "Mamãe, papai, olha o carrinho do Juvenal". Quantas vezes esta cena se repetia nas ruas calmas (naquele tempo), em Quixadá. A sua presença era certa nas praças, nos parques de diversões, nos colégios. Fazia tanto sucesso com as crianças que o Senhor Pedro, proprietário de um parque de diversões, preparou um local exclusivo para o querido pipoqueiro. No início, o carrinho de Juvenal ficava em frente à loja do Senhor Elias Roque, mas com o tempo, se fazia presente nas praças da cidade. Naqueles anos, a última parada era na famosa banca de Rosa Gorda. E assim, por mais de 30 anos, Juvenal Pipoqueiro desenvolveu esta atividade, criando seus queridos filhos. O título "pai dos pipoqueiros" se deu pelo fato de ajudar seus colegas quando os mesmos enfrentavam dificuldades no desempenho de sua função.

Ao presenciarmos a grande presença de carrinhos de pipoca atualmente em Quixadá, é impossível não lembrar da encantadora presença de Juvenal Pipoqueiro, ídolo das crianças que o amavam. Lembramos até do pequeno lampião a gás, aquela luz verde-azulada, iluminando aquelas pipocas quentinhas, naquele carrinho que talvez fosse, naquele momento, a única alegria da criançada. No começo dos anos 80, Juvenal recebeu de Deus, certamente, a missão de alegrar as crianças do céu. Resgatando um pouco a história de Juvenal Pipoqueiro, coisas boas estão de volta! É como se estivéssemos vivendo sem conhecer as maldades deste mundo.

Matéria de Amadeu Filho no site Revista Central - Não podia deixar de postar essa linda matéria sobre meu querido avô.