segunda-feira, 27 de abril de 2015

Memorial Rachel de Queiroz

Em 2010 foram iniciadas obras para o restauro do chalé. A reforma foi conduzida por uma equipe especializada: o restaurador Antônio Moça Velha trabalhou da recuperação dos traços ecléticos do imóvel desgastados pelo tempo. A arquiteta e museóloga Lídia Sarniento elaborou o designer interior, adaptando os cômodos em ambientes de exposição. Um deles é utilizado para exibições videográficas. O bibliófilo José Augusto Bezerra selecionou e catalogou o material a ser exposto, dentre eles a máquina de escrever, indumentárias e dezenas de fotografias raras.
A conclusão do restauro ocorreu no final do anos, e sua reinauguração como Memorial Rachel de Queiroz no dia 10 em dezembro de 2010.

(Foto do Chalé da Pedra- Memorial Rachel de Queiroz - Fonte: Internet)

As peças históricas  que são encontradas no memorial foram doadas pela irmã caçula de Rachel de Queiroz, Maria Luiza Salek. Para receber essa peças foram necessários estudos museográfico, iluminotécnico e de climatização".

(Foto do Memorial Rachel de Queiroz - Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/)

(Foto do Memorial Rachel de Queiroz - Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/)

Centro Cultural Rachel de Queiroz

O Centro Cultural Rachel de Queiroz está localizado no centro da cidade, na Praça Francisco Gladson Martins Jucá (popularmente conhecida Praça da Cultura ou Praça do Chalé). Rua José Jucá, próximo ao Chalé da Pedra.

É uma Instituição Pública subordinada a prefeitura construída com recursos do Governo do Estado e da Prefeitura.
Possui dois pavimentos com um teatro e um anfiteatro.

O centro cultural oferece oficinas de audiovisual, música, teatro e artes plásticas especialmente voltadas para crianças e adolescentes. É também sede do Núcleo de Arte, Educação e Cultura de Quixadá.

Foi inaugurado em 18 de janeiro de 2003.

(Foto do Centro Cultural Rachel de Queiroz - Fonte: Internet)

Chalé da Pedra

Construção datada de 1920.

Até o fim do século XIX havia uma pequena lagoa nas proximidades da pedra que serve de base para a construção. Durante os períodos chuvosos a água dessa lagoa transbordava e ia em direção à Pedra do Cruzeiro. Contudo, no início no século XX, quando Quixadá iniciava a organização de sua estrutura urbana, foi construída uma pequena barragem para represar a água. Com o represamento das águas, o volume acumulado foi ampliado fazendo com que, durante a estação chuvosa, a água atingisse essa pedra. Mesmo assim, por volta de 1919, o proprietário das terras, Fausto Cândido de Alencar, resolveu construir sobre uma casa sobre essa rocha.

A planta foi copiada de uma construção existente na parede do Açude Cedro em estilo Atr Noveau, planejada e edificada por Dr. Revy, engenheiro que deu início a construção do açude.

Quando o Chalé foi terminado, o sr. Antero Pinheiro da Silva subiu nos andaimes que já estavam sendo retirados para reparar um pequeno defeito na fachada, e ao descer, caiu e rolou pedra abaixo, quebrando o pescoço e tendo morte imediata.

Após o triste episódio a festa de inauguração planejada por Fausto Cândido foi suspensa e a casa ficou fechada por uns tempos.


(Chalé Antigamente - Fonte: Internet)


Depois de sua construção, a casa teve diversos usos. Os primeiros moradores foram os familiares de Delmiro de Queiroz, que, com o consentimento de Fausto Cândido, construiu nas proximidades, um parque de diversões para crianças chamado "A Casa Branca da Serra". O nome fazia referência ao fato de que a casa tinha sua parte externa pintada de branco.

A partir dos anos de 1930, nele funcionou secretamente a Loja Maçônica de Quixadá (na época a Maçonaria foi proibida pelo regime de Getúlio Vargas).

A partir da instalação de uma agência do Banco do Brasil, em 1943, o chalé passou a ser residência dos bancários. Um desses, Petrônio Cordeiro Campos, que morou por quase vinte anos, comprou o imóvel dos herdeiros de Fausto Alencar mantendo a propriedade consigo ate sua morte. Após a morte de Petrônio Cordeiro Campos, seus herdeiros venderam o chalé para a prefeitura, no mandato de Azziz Okka Baquit, embora o pagamento só tenha sido feito na primeira gestão de Ilário Marques (1993-1996)

(Chalé da Pedra, foto mais atual. - Fonte: Ronaldo Soares)

Desde a sua construção o Chalé nunca havia passado por restauro. Ao longo dos anos várias camadas de tinta, de cores diferentes, foram encobrindo suas características originais, embora os traços arquitetônicos tenham sido mantidos.
Apenas em 2010 foram iniciadas obras para o restauro do chalé, para que este viesse a se tornar o Memorial da Rachel de Queiroz.

Praça José de Barros

A Praça José de Barros é tida como a nascente de Quixadá e representa o que a cultura trouxe para a cidade. Inicialmente era dividida em três passeios. A Rua José de Alencar e a Basílio Pinto faziam essa divisão.A primeira parte ficava em frente ao Colégio Sagrado Coração de Jesus e era um pequeno campo de futebol. Na segunda parte, a maior das três, ficava o passeio onde, de segunda a sábado, a juventude se reunia à noite para bate papos. Na terceira parte, já próxima à rua Rodrigues Júnior, havia um tanque redondo que recebia água do Cedro através de um cano, para conservar os jardins verdes e floridos. Nesta parte, por iniciativa do Sr. Raimundo Alfredo Teixeira, nosso saudoso Poti, foi construído um marco simbolizando o Lions Club através da figura de um leão, um marco histórico de Quixadá que foi demolido sem nenhuma justificativa.

Na época do prefeito Azzis Baquit, ele juntou os três passeios, deixando apenas uma praça. O ex-prefeito Ilário Marques em uma de suas gestões reformou a praça.

(Marco simbolizando o Lions Club. Antigamente a praça era chamada
Praça do Leão, em homenagem ao clube. - Fonte Internet)


Hoje a praça recebe o nome de José de Barros em homenagem ao fundador da cidade. É nela que acontece grande parte dos eventos da cidade, como: Carnaval, Pula Fogueira e Reveillon.

(Praça José de Barros. Ao fundo pode-se ver a Pedra do Cruzeiro. - Fonte Internet)